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O power trio sergipano The Baggios fecha um ciclo com a produção do quinto disco de estúdio

Quinto disco, ainda sem nome, é descrito pela banda como ‘solar’ e o desfecho da trilogia que começou com Brutown e Vulcão


O power trio sergipano The Baggios inicia novo ciclo, período que inclusive vai encerrar um processo iniciado ainda em 2016, com o disco Brutown, e que se estendeu ao sucessor, Vulcão (2018), ambos com indicações ao Grammy Latino. Júlio Andrade, Gabriel Perninha e Rafael Ramos estão em pleno processo de gravação do quinto álbum, ainda sem nome, mas que segundo a banda, será um disco ‘solar’.


A produção deve terminar em abril (mês de lançamento do primeiro single) e o lançamento está previsto para o segundo semestre de 2021. Funcionará como desfecho de uma trilogia de discos.


Diferente dos anteriores, gravados no Rio de Janeiro, no Toca do Bandido, o próximo fonograma é registrado em Aracaju, no Peixú Estúdio. O engenheiro de som é Fabrício Rossini e a produção é do próprio Júlio. O segundo álbum, Sina (2013), também foi gravado na capital de Sergipe.


Como destaca Júlio, gravar ‘em casa’ traz outro ritmo. No Toca junto ao produtor Felipe Rodarte, ele conta, a banda ficava mais tempo confinada no estúdio, focada naquele universo, enquanto o processo em Aracaju permite que os músicos encaixem outras dinâmicas do cotidiano, em paralelo às horas de gravação.


“O álbum tem uma pegada mais solar, pra frente, ainda que tenha alguns temas sócio-políticos, que é uma identidade do Baggios. Brutown externa o ‘lado negro da força’, expondo medos e obscuridades do mundo. Vulcão é um recolhimento, no sentido de trazer reflexões com si mesmo, entendendo que a cidade (Brutown) simboliza o mundo de hoje e o homem precisa respirar e pensar nos caminhos que escolhe viver”, aponta Julio.


Além disso, será o primeiro álbum que a banda compôs determinadas músicas à distância, no mesmo processo dos singles de 2020 (Quareterna Serigy, Hendrixiano e Mantrayam).

“Fizemos experimentos com Peninha gravando um groove na bateria e, em cima disso, o Rafael fez algumas linhas e foi em cima destes arranjos que montei a canção”, explica o frontman.